terça-feira, 27 de maio de 2014

PROJETO DE ENSINO

INDISCIPLINA ESCOLAR

ZULLI, Adriana Ribeiro. Indisciplina Escolar. 2013. 28 folhas. Projeto de Ensino (Graduação em Pedagogia) – Centro de Ciências Exatas e Tecnologia. Universidade Norte do Paraná, Guarantã do Norte, 2013.

RESUMO
Este trabalho foi construído no âmbito da Linha de Pesquisa de Gestão escolar e trata dos fenômenos de indisciplina em meio escolar que têm preocupado pais, professores e demais profissionais ligados à Educação. Justifica trabalhar com este tema, pois, a maioria dos docentes não sabe como interpretar nem como enfrentar um ato de indisciplina. Tendo como problematização, a  indisciplina como um obstáculo e um complicador  ao exercício do trabalho pedagógico dentro do ambiente escolar. Os objetivos promover reflexão sobre a indisciplina no cotidiano da escola e a construção de um ambiente colaborativo entre alunos, professores e demais funcionários através do desenvolvimento de valores e regras morais. Os conteúdos que serão trabalhos serão Desenvolvimento moral, Ética Valores humanos. O desenvolvimento do projeto se dará por meio de Aula expositiva, Debate, Dinâmicas, palestra com Equipe Diretiva da Escola, Professores, funcionários, país e aluno. Materiais necessários bibliografia pertinente à capacitação que será feita a indisciplina. Papel sulfite, lápis preto, borracha, canetas, lápis de cor, canetinhas, pincel atômico, papel pardo, cola, tesoura, fita adesiva. O mesmo teve como embasamento teórico PARRAT-DAYAN (2008), Aquino (1996), Libâneo (1994), Tiba (2006), autores que apresentam concepções de que os problemas relacionados à indisciplina podem ter origem na relação com diversos fatores com falta de autoridade do professor, com os colegas, a família, metodologias mal estabelecidas e processo pedagógico inadequado. Este é um dos maiores problemas enfrentados pela escola e requer cuidados e atenção na tentativa de evitar transtornos.  





Palavras-chave: Indisciplina. Família. Violência. Planejamento. 


SUMÁRIO

1. Introdução....................................................................................................05
2 Revisão Bibliográfica ...................................................................................07
3 Processo de Desenvolvimento do Projeto de Ensino...................................17
3.1Tema e linha de pesquisa...........................................................................17
3.2 Justificativa.................................................................................................17
3.3 Problematização.........................................................................................18
3.4 Objetivos....................................................................................................18
3.5 Conteúdos.................................................................................................18
3.6 Processo de desenvolvimento...................................................................19
3.7 Tempo para a realização do projeto..........................................................22
3.8 Recursos humanos e materiais..................................................................22
3.9 Avaliação....................................................................................................22
4 Considerações Finais...................................................................................23
5 Referências..................................................................................................24
6 Apêndice (opcional)......................................................................................24
7 Anexos (opcional) ........................................................................................27

1  INTRODUÇÃO

O foco central desta pesquisa é compreender as causas da indisciplina escolar, pois esta questão tem sido motivo de preocupação. A escola não pode ignorar os problemas que enfrentam no cotidiano. A indisciplina é um das maiores, que precisa ser investigada. Suas causas podem estar concentradas nas atividades, nas estratégias de ensino adotadas, no relacionamento e aluno. As ações não podem ser imediatas, mas, sim fundamentadas e planejadas. Será desenvolvido na linha de pesquisa Gestão Escolar. 
A maioria dos docentes não sabe como interpretar nem como enfrentar um ato de indisciplina. Portanto, se faz necessário um trabalho coletivo dentro da escola, para analisar as possíveis causas da indisciplina no âmbito escola, visto que os motivos são variados.   
A  indisciplina como um obstáculo e um complicador  ao exercício do trabalho pedagógico dentro do ambiente escolar. Como trabalhar este tema envolvendo a comunidade escolar.
Com o objetivo de promover reflexão sobre a indisciplina no cotidiano da escola e a construção de um ambiente colaborativo entre alunos, professores e demais funcionários através do desenvolvimento de valores e regras morais.
A tomada de consciência diante do processo de decisão propicia troca de idéias, debate, confronto de argumentos, que vai sendo construída de forma coletiva.  Os conteúdos que serão trabalhos serão Desenvolvimento moral, Ética Valores humanos.
O desenvolvimento do projeto se dará por meio de Aula expositiva, Debate, Dinâmicas, palestra com Equipe Diretiva da Escola, Professores, funcionários, país e aluno.
Materiais necessários bibliografia pertinente à capacitação que será feita a indisciplina. Papel sulfite, lápis preto, borracha, canetas, lápis de cor, canetinhas, pincel atômico, papel pardo, cola, tesoura, fita adesiva.
A avaliação ocorrerá de forma sistemática visando o processo de formação humana dos educandos. Serão avaliadas questões como: Participação, interesse, colaboração e realização das atividades propostas.
Este Projeto de Ensino está fundamentado teoricamente pelos estudos PARRAT-DAYAN (2008), Aquino (1996), Libâneo (1994), Tiba (2006), entre outros autores que problematizam questões de indisciplina em sala de aula. Apresentam concepções de que os problemas relacionados à indisciplina podem ter origem na relação com diversos fatores com falta de autoridade do professor, com os colegas, a família, metodologias mal estabelecidas e processo pedagógico inadequado. Este é um dos maiores problemas enfrentados pela escola e requer cuidados e atenção na tentativa de evitar transtornos.

2  Revisão Bibliográfica

Indisciplina Escolar

Temos acompanhado alarmante aumento de casos registrados acerca do aumento da violência em nossas escolas, fato este anunciado por diversos meios de comunicação, o que contribui para gerar um clima de angustia e insatisfação no ambiente escolar. A indisciplina leva a violência e surge quando ocorre o não cumprimento das regras impostas e normas sociais estabelecidas.

Em geral, o conceito de indisciplina é definido em relação ao conceito de disciplina, que na linguagem corrente significa regra de conduta comum a uma coletividade para manter a boa ordem e, por extensão, a obediência à regra. Evoca-se também a sanção e o castigo que se impõe quando não se obedece à regra. Assim, o conceito de disciplina está relacionado com existência de regras; e o de indisciplina, com a desobediência a essas regras (PARRAT-DAYAN, 2008, p. 18).

Para Tiba (2006) disciplina é:

Conjunto de regras éticas utilizadas para atingir um objetivo ou um resultado com menos recurso e em menos tempo. Portanto disciplina é competência e qualidade de vida.  A ética é entendida, aqui, como o critério qualitativo do comportamento humano que envolve e preserva o respeito ao bem estar biopsicossocial.  (TIBA, 2006, pág.193).

Pesquisas contemporâneas mostram que comportamento mais ou menos indisciplinado de determinado indivíduo depende de suas experiências, de sua historia educativa, que por sua vez sempre terá relações com as características do grupo social e da época histórica em que se insere.
O comportamento indisciplinado não decorre de fatores isolados, unicamente da educação familiar, da influencia da TV, da ausência de autoridade do professor ou violência da sociedade contemporânea, mas de uma variante de influencias que incidem sobre a criança e o adolescente ao longo de seu desenvolvimento. É importante destacar que as influencias não são recebidas passivamente pelos sujeitos, na medida em que o individuo internaliza, de modo ativo e singular, o repertorio de seu grupo cultural.
Para Vygotsky aquisição de conhecimento pela interação do individuo com o meio. Nesse sentido, a formação psíquica é internalizada e mediada pela cultura. Os processos de pensamento, memória, percepção e atenção fazem parte da função mental, na qual o conhecimento se constitui a partir de relações intra e interpessoal.
É na troca com outros indivíduos e consigo próprio que vão se internalizando conhecimento, papeis e funções sociais, o que permite a formação de conhecimento e da própria consciência, que é mediada pela cultura.
O comportamento indisciplinado é aprendido. Podemos concluir deste modo, que problema não deve ser encarado como alheio à família, nem à escola, já que, em nossa sociedade, elas são as principais agencias educativas.
É dentro de casa, na socialização familiar, onde existe maior tolerância que na comunitária, que um filho adquire, aprende e absorve a disciplina para, num futuro próximo, ter saúde social (Tiba, 2006, p. 202).
A escola conta com esta educação familiar com mínimo para o aluno aprenda a conviver com outras pessoas num ambiente comunitário. 
O problema de indisciplina pode ter raízes externas e também internas. As causas externas segundo PARRAT-DAYAN (2008, p. 55):

As causas externas podem ser vistas na relativa influência dos meios de comunicação, na violência social e também no ambiente familiar. O divórcio, a droga, o desemprego, a pobreza, a moradia inadequada, a ausência de valores, a anomia familiar, a desistência por parte de alguns pais de educar seus filhos, a permissividade sem limites, a violência doméstica e agressividade de alguns pais com os professores podem estar na raiz do problema.

As causas internas podem ser vista no ambiente escolar e nas condições de ensino-aprendizagem, na relação professor/aluno, no perfil dos alunos e na capacidade que eles têm de se adaptar aos esquemas da escola. A falta de motivação no aluno, a ausência de regras que permitam uma distribuição equitativa da comunicação, a falta de consideração com os ritmos biológicos das crianças e a falta de autoridade do professor são, todas elas, causas de indisciplina (PARRAT-DAYAN, 2008, p. 56).
Para enfrentar o problema da autoridade na aula, o professor pode seguir um registro preventivo ou repressivo. No primeiro, fará o uso de diferentes condutas, tais como repetir as regras da aula para que as crianças tenham sempre as exigências pedidas, motivá-las, justificar as regras de ordem, fazer uma organização espacial da aula para distribuir as diferentes tarefas, delegar alguns dos seus poderes a um ou vários alunos (PARRAT-DAYAN, 2008, p. 56).
Para Libâneo (1994) A disciplina da classe está diretamente ligada ao estilo da prática docente, ou seja, à autoridade profissional, moral e técnica do professor.
A autoridade profissional se manifesta no domínio da matéria que ensina e dos métodos e procedimentos de ensino, no tato em lidar com a classe e com as diferenças individuais, na capacidade de controlar e avaliar o trabalho dos alunos e o trabalho docente.
A autoridade moral é o conjunto das qualidades de personalidade do professor: sua dedicação profissional, sensibilidade, senso de justiça, traços de caráter. A autoridade técnica constitui o conjunto de capacidades, habilidades e hábitos pedagógico-didáticos necessários para dirigir com eficácia a transmissão e assimilação de conhecimentos aos alunos.
Para Aquino (1996, p. 98), “é impossível negar, portanto, a importância e impacto que a educação familiar tem (do ponto de vista cognitivo, afetivo e moral) sobre o individuo. Entretanto, seu poder não é absoluto e irrestrito”.
Nesse aspecto, a indisciplina parece indicar que a educação está em falta. A família, entendida como primeiro contexto de socialização, exerce decisivamente, grande influencia sobre a criança e jovem. A atitude dos pais suas praticas de criação e educação são aspectos que interferem no desenvolvimento individual e, por conseguinte, influenciam o comportamento do aluno na escola. É impossível negar, então a importância e o impacto que a educação familiar tem sobre o individuo do ponto de vista cognitivo, afetivo e moral. Entretanto, seu poder não é absoluto e irrestrito.
A escola com espaço da diversidade deve saber como gerir conflitos para que problemas disciplinares não possam interferir nos resultados de aprendizagem dos nossos alunos.
A escola é entendida como o local que possibilita uma vivencia social diferente do grupo familiar, já que proporciona o contato com o conhecimento sistematizado e como um universo amplo de interações com pessoas, ambientes e materiais, tem um relevante papel, que não é como já se pensou o de compensar carência do aluno, e sim de oferecer a oportunidade para que ele tenha acesso a informações e experiências novas e desafiadoras, capazes de provocar transformações e desencadear novos processos de desenvolvimento e aprendizagem.
A escola deve ter uma postura diante da indisciplina, a prática cotidiana deve dar condições para formar pessoas autônomas que se autogovernem incluindo a si e aos outros da coletividade, é de responsabilidade do educador partilhar dessa experiência de educação que contemple a possibilidade formativa diante dos conflitos que envolvem situações de indisciplina. Todas as situações podem se tornar educativas quando acolhidas por profissionais bem preparados que saibam mediar os conflitos.
Para enfrentar o problema com competência precisamos propiciar o trabalho coletivo, contando com uma liderança efetiva, pois em educação o distanciamento entre o que se acredita e as praticas concretas de sala de aula é muito grande. Todos concordam que na escola a disciplina é a principal bloqueio a prática educativa de qualidade, mas precisamos refletir como esta se manifesta nas escolas. Primeiro verificar quais as concepções de indisciplina presente nos enunciados do professores que atuam nessa escola, trazer autores recentes na área da educação, confrontando diferentes visões e posicionamento, tendo a ciência de que o conceito foi evoluindo com o passar do tempo e muitas vez nos apegamos em definições que já não são validas na atualidade.
Refletir sobre suas causas, conseqüências e caminhar para a mudança envolve a participação de todos, os professores não pode ser o único culpado nesse processo, envolvendo todos na discussão e enfrentamento do problema, podemos evitar a transferência de responsabilidades.
De acordo com PARRAT-DAYAN (2008), “se a escola melhorasse as possibilidades de reflexão, dialogo e participação, ajudaria a integrar os alunos, reforçando o sentimento de pertencerem ao grupo e a instituição”.
A indisciplina tem sua origem relacionada a diversos fatores, e muitas vezes a falta de dialogo, contribui para que se manifeste; o aluno indisciplinado é alguém que contrária a regra estabelecida pelo regimento interno do estabelecimento, pode significar a distancia entre professor e aluno e estar relacionada à metodologia, aos materiais empregados em uma aula, ou sua origem podo ser externa, como problema emocionais e familiares, entre outros. Hoje convivemos com a falta de estrutura familiar e ausência de limites que refletem em atos inadequados ou baixo rendimento escolar.
As regras podem ser um fator que pode incentivar involuntariamente o desrespeito. É claro que não estamos afirmando que as regras devem ser abolidas, ou mesmo que elas sejam dispensáveis. Ao contrário, as regras são necessárias para a formação cidadã e moral do sujeito. Porém, o que está em pauta em nossa análise é a inflexibilidade diante de uma possibilidade de questionamento da situação ou da regra. A inflexibilidade é o problema. Em muitos sujeitos a impossibilidade de cumprir uma determinada regra leva à frustração e uma incapacidade de lidar competentemente diante de uma situação.

A frustração existe ou porque o indivíduo está seguindo a regra e é forçado a desligar-se dos seus próprios valores, ou porque ele não pode seguir a regra e depara-se com a punição. A suprema ironia está no fato de que as crianças que desafiam as regras são muitas vezes submetidas a mais regras à medida que os adultos tentam conter o comportamento delas. Por fim, alguns alunos sentem-se presos e sufocados em regras que estruturam cada ação. É preciso esclarecer que não estamos defendendo a idéia de que as regras deveriam ser eliminadas, mas, sim, que um volume exagerado de regras e a rigidez na sua aplicação são um convite para problemas com os alunos (BEAUDOIN; TAYLOR, 2006, p. 34).

Assim, regras impostas de forma arbitrária e excessivamente podem incentivar os alunos a desrespeitar os que tentam implementá-las ou a praticar a indisciplina.
Sabemos que o excesso de regras pode ser um fator que leva ao desrespeito. Além dele podemos citar também a pressão contínua por resultados visíveis e concretos. Geralmente, há certa tendência a se pensar mais na quantidade do que na qualidade. Pensar na qualidade significa a busca por um processo de aprendizagem mais profundo e integrado. Em muitas instituições observa-se que os professores tendem a reproduzir uma rotina acadêmica na qual o estresse e a pressão por trabalhar são exigidos o tempo inteiro.

O certo é que sempre se pode aprender mais; porém, o modo como as crianças aprendem, o que aprendem, com quem e com que ritmo aprende podem ser tão ou mais importantes do que o volume bruto de material absorvido. Em nome desse currículo excessivo muitos professores (que também se sentem presos na armadilha desse sistema) acabam ensinando o currículo exigido contra a sua vontade e tomando atitudes que aumentam a probabilidade de marginalizar, de afastar e desunir os alunos. Agindo dessa forma, os professores tornam-se mais vulneráveis a interagir com desrespeito, o que involuntariamente alimenta o ressentimento dos alunos (BEAUDOIN; TAYLOR, 2006, p. 36).

Para que a punição seja eficaz, deve ser imposta de modo apropriado. Primeiramente, deve ser rápida. Se demorar, não funciona tão bem. Mandar uma criança malcomportada imediatamente para o castigo (mesmo quando não é conveniente fazê-lo) é muito mais eficaz que esperar uma “hora melhor” para puni-la.
A punição também deve ser suficiente, sem ser cruel. Se um pai repreende brevemente um filho por bater em outras crianças, o efeito disso provavelmente será menos pronunciado do que se a criança ficasse de castigo no quarto durante um dia inteiro. Ao mesmo tempo, a pinicão precisa ser consistente. Deve ser imposta para todos os casos de infração a regra, e não apenas para alguns. Se os pais permitirem que alguns atos agressivos fiquem impunes, é provável que seus filhos continuem a maltratar outras crianças.
Possibilitar o confronto de idéias para verificar como a escola pode contribuir com um todo e cada professor na sua sala de aula. Levantando dessa forma, alternativas e possibilidade de ação, que deverão ser priorizadas, pois são apenas intenções, e não ações prontas para ser executadas. Chegou o momento de definir que irá se responsabilizar por cada meta elencada, de que forma, onde e como será realizada. Segundo Gotzens (2003, p. 22):

A disciplina escolar não consiste em um receituário de propostas para enfrenta os problemas de comportamento dos alunos, mais um enfoque global na organização e da dinâmica do comportamento que na escola e na sala de aula, coerente com os propósitos de ensino. [...] para isso é preciso, sem que possível antecipasse o aparecimento dos problemas e só em ultimo caso reparar os que inevitavelmente tiverem surgido, seja por causa da própria situação de ensino seja por fatores alheios a dinâmica escolar.

A violência e a indisciplina que ocorre no interior de nossas escolas interferem de forma significativa na qualidade e no aprendizado dos alunos, a aula é interrompida em diversos momentos, prejudicando o rendimento de todos, sem contar tempo que o professor perde para resolver conflitos e dar encaminhamentos para a orientação educacional. Sabemos que muitos professores não estão recebendo formação adequada para isso.
As brigas são uma forma de violência que acontece com mais freqüência na escola e quase sempre surgem das brincadeiras entre alunos, muitas vezes consideradas agressivas.
As agressões se manifestam na escola de forma verbal, como: injurias, xingamentos, insultos, provocações e ameaças da parte de alunos para aluno, para professor, corpo técnico e demais funcionários ou física, podendo ocorrer dentro da escola, nos corredores ou sala de aula.

A violência é uma semente colocada na criança pela própria família ou pela sociedade que a circunda. Se ela encontrar terreno fértil dentro de casa, se tornará uma planta rebelde na escola, expandindo-se depois em direção à sociedade. A agressividade faz parte dos recursos de defesa e/ou ataque de qualquer ser humano praticamente desde o nascimento. A violência é uma descontrole da agressividade (TIBA, 2006, pág.159).

 É necessário um trabalho de parceria para combatermos essa situação, refletindo sobre o relacionamento professor aluno, as metodologias e formas de organização do trabalho pedagógico.

Um dos procedimentos mais adequados que a escola pode tomar com os alunos violentos é a educação a seis mãos (as mãos do afeto e da razão do pai, da mãe e da escola). Todos voltados para um projeto de reeducação, contando com a ajuda de um profissional especializado, trabalhando no principio educativo da coerência, constância e consequencia. (TIBA, 2006, pág.161).

Uma das maneiras de prevenir a indisciplina é a participação de um especialista, psicólogos, por exemplo. Eles organizam oficinas e apresentam para grupos de alunos e educadores relatos sobre situações cotidianas da escola. Primeiro são apresentados situações particulares que não aconteceram na escola na qual se está intervindo, isso é feito para conseguir certo grau de distanciamento que permita aos participantes das oficinas analisar e elaborar hipóteses sobre a emergência de tais situações. Assim, essas situações atuam como estímulos para experiências da própria escola venham à tona, trazidas pelos alunos ou pelos agentes educativos, de maneira espontânea.  Depois, os participantes selecionam conjuntamente algumas delas para que sejam discutidas e analisadas e feitas a comparação dos argumentos. A finalidade é contextualizar de forma complexa as situações de conflito, descrevendo-as a partir de diferentes planos (comunidade, família, instituição, escola, aula, etc.).
Outra maneira de intervir é acompanhar a elaboração de um projeto institucional que permita tratar os problemas por meio de ações que estimulem a convivência entre todos e não apenas de ações que permitam melhorar ou adequar a regulação normativa das relações entre os membros da escola. Isso pode levar a uma revisão do sistema normativo. Quando todos participantes de um projeto institucional são considerados como pessoas tendendo a ser autônomas, forçosamente haverá pontos de vista diferentes que podem criar conflitos. Esses conflitos deveriam ser vistos como uma oportunidade para pensar e compreender melhor a relação entre sujeito e a instituição. Por isso, toda proposta de intervenção deve incluir ações de promoção da convivência.
A elaboração de normas escolares por meio da deliberação e da participação de todos, a inclusão no programa escolar de espaços de discussão e de analise da convivência, a inclusão de espaços de encontro e discussão dos interesses da família e da escola, a inclusão de espaços de intercambio entre os alunos onde se realizem exposições da sua produção intelectual, desportiva ou estética.
A gestão democrática faz parte da natureza do ato pedagógico, é parte integrante do projeto político-pedagógico da escola e deve expressar a autonomia da instituição e partir de uma concepção democrática de educação. É uma postura que difere da gestão centralizadora e autoritária, pois supõe a implantação de tomada de decisões coletivas e momentos reflexivos que partam de uma leitura crítica da realidade, garantindo a participação de todos os segmentos: professores, funcionários, pais, alunos e equipe pedagógica.
O professor deve fazer um bom planejamento, ser um incansável pesquisador, refletir sobre sua prática pedagógica e encontrar caminhos, dessa forma, acredita se que o planejamento de ensino dará suporte a esta caminhada. Planejar é algo que faz parte do ser humano, mas na escola assume papel fundamental, apesar da descrença e não valorização dessa prática por muitos professores.
Planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto (VASCONCELLOS, 2000, p.79). Envolve projetar uma ação, elaborar um plano ou roteiro, um trabalho de preparação, um processo contínuo de reflexão e tomada de decisão.
O trabalho pedagógico deve ser entendido como um processo intencional, organizado, dosado, seqüenciado que deve ser construído de forma a oportunizar a participação de todos. A valorização da participação, de forma coletiva, deve se fazer presente nos processos de tomada de decisão e no estabelecimento de diretrizes, sem perder de vista o objetivo maior da instituição educativa, ou seja, a transmissão e reelaboração dos conhecimentos sistematizados pelas gerações anteriores. 
A escola necessita de professores compromissados no sentido de apresentarem possibilidade de ensino e aprendizagem eficiente, libertadora, à população estudantil cada vez mais diversa culturalmente. Um professor que apresente a educação como  caminho para o entendimento do ambiente que nos cerca, das questões éticas da ciência, da busca do entendimento das diferenças, na participação política, como um crítico das situações que aí estão e que devem ser mudadas. Um professor compromissado diante da necessidade de entender a construção que os alunos trazem para a sala de aula, a comunhão de conhecimentos, entre muitas outras contribuições. Na mobilização de saberes, atitudes, ética e valores que deveriam ser próprio de cada um e do coletivo.
A tomada de consciência diante do processo de decisão propicia troca de idéias, debate, confronto de argumentos, que vai sendo construída de forma coletiva.  A construção coletiva se faz na participação, ou seja, quando se compreende e se incorpora que participar consiste em ajudar a construir o consenso da ação coletiva. E isso só é possível mediante o diálogo e o respeito, que devem permanecer inclusive diante de confrontos e divergências.
No cotidiano das escolas a maioria dos professores preocupa-se com a forma correta de lidar com o aluno, especialmente aquele que se envolve em conflitos. Na sala de aula há diariamente muitos desafios no exercício de nossa função. A cada aula, a cada nova turma, a cada novo aluno surgem novos desafios que nem sempre estamos preparados para enfrentar. Dessa forma, a reflexão é uma constante na vida do professor, que deve sempre analisar os desafios diários e buscar a melhor maneira de resolvê-los.
Ao pensar na forma correta de lidar com as situações desafiadoras de conflitos, é preciso entender que é possível encarar tais situações como uma oportunidade para o crescimento dos alunos. Saber gerenciar o comportamento é o mais desejável ao invés de controlar a disciplina. Nesse sentido, há alguns parâmetros que podem ajudar os educadores diante de situações de indisciplina.
Obviamente que as possibilidades de ação do educador podem sofrer influências do contexto cultural. Isso quer dizer que o professor isoladamente não pode mudar a cultura, mas no contexto escolar ele pode exercer intencionalmente ações que gerem influências na subcultura da instituição escolar.
A escola não pode ignorar os problemas que enfrentam no cotidiano. A indisciplina é um das maiores, que precisa ser investigada. Suas causas podem estar concentradas nas atividades, nas estratégias de ensino adotadas, no relacionamento e aluno. As ações não podem ser imediatas, mas, sim fundamentadas e planejadas. Por meio do trabalho coletivo e do planejamento participativo, podemos resolver muitos problemas e acima de tudo, transformar a escola, mediante a efetivação de um projeto político-pedagógico. É importante que haja coerência entre o projeto da escola e o trabalho que cada professor desenvolve em sala.
A escola, como agencia educacional, estabelece algumas condições especificas na tentativa de ajudar o aluno aprender. A escola é o espaço para cultivar o respeito, a apreciação e a tolerância. A instituição escolar é o lugar especial para a experiência do aprendizado.

3. Processo de Desenvolvimento do Projeto de Ensino

3.1Tema e linha de pesquisa

O tema abordado neste Projeto de Ensino será a indisciplina escolar, na linha de Gestão Escolar, a indisciplina escolar é um tema de suma seriedade e se faz necessário trabalhar. Este tema é de grande importância para o crescimento profissional o aprendizado tem somado para aprendizagem.

3.2 Justificativa

Os problemas de indisciplina manifestam-se com freqüência na escola, sendo um dos maiores obstáculos pedagógicos do nosso tempo. A maioria dos docentes não sabe como interpretar nem como enfrentar um ato de indisciplina.
Para mudar a perspectiva em relação à indisciplina, é imprescindível que a escola se responsabilize cotidianamente por garantir um ambiente de cooperação, em que o valor humano, o respeito, a dignidade e a integridade marquem as relações. Essa conquista pode se dar por meio de um percurso de formação continuada para toda a equipe. Ao mesmo tempo, é preciso ter em mente que conflitos sempre vão ocorrer e não é possível esperar o fim da formação para resolvê-los. Lembre-se de que o mais importante é lidar com a causa do conflito e não apenas atribuir culpa e impor punições. Pouco importa quem começou uma discussão. O fundamental é analisar o que levou as pessoas a ter dificuldade de negociar soluções justas e respeitosas. Para ajudar nesse momento intermediário, apresentamos quatro estratégias. 
A escola não pode ignorar os problemas que enfrentam no cotidiano. A indisciplina é um das maiores, que precisa ser investigada. Suas causas podem estar concentradas nas atividades, nas estratégias de ensino adotadas, no relacionamento e aluno. As ações não podem ser imediatas, mas, sim fundamentadas e planejadas. Por meio do trabalho coletivo e do planejamento participativo, podemos resolver muitos problemas e acima de tudo, transformar a escola, mediante a efetivação de um projeto político-pedagógico. É importante que haja coerência entre o projeto da escola e o trabalho que cada professor desenvolve em sala.
Para enfrentar o problema da disciplina é necessária uma mudança na educação.
A partir dessa reflexão surge à necessidade de se elaborar um projeto junto com os professores e com a turma que resgate o prazer de ensinar e de aprender, bem como se possibilite a construção de regras de convivência que visem solucionar os problemas indisciplinar.


3.3 Problematização

A  indisciplina como um obstáculo e um complicador  ao exercício do trabalho pedagógico dentro do ambiente escolar. O que a escola deve fazer? O que o professor deve fazer?

3.4 Objetivos

Estimular a equipe a refletir sobre a própria postura. 
Conhecer os princípios de um ambiente de cooperação.
Analisar o regimento da escola. 
Orientar a atuação da equipe frente a situações de conflito. 
Incentivar o respeito e a autonomia do aluno.
Promover a cooperação no meio escolar.
Promover a autoridade do professor através do diálogo e da construção de relações de respeito com o aluno.
Levar os alunos a compreenderem e cumprirem as regras.

3.5 Conteúdos

Desenvolvimento moral
Ética

Valores humanos




3.6 Processo de desenvolvimento

Capacitar os professores através de revisão de seus métodos de ensino a fim de atuarem de maneira mais significativa, resgatando assim, a motivação dos alunos pelo estudo e consequentemente o compromisso com o aprender;
Capacitar os professores através de encontros individuais e coletivos a fim de estudar e avaliar materiais de estudo sobre o processo de desenvolvimento integral dos alunos, considerando a faixa etária da turma, além de referencial teórico sobre as questões relativas à indisciplina.
Promover palestras para que os educadores possam colocar suas experiências aos pais e a comunidade, para que estes conheçam que tipo de cidadãos estão sendo formados nas escolas;
Discutir e elaborar juntamente com os educandos um regulamento interno da turma, para que, respeitando-os e fazendo-os respeitar, trabalhem assim, a individualidade dos alunos, fazendo que todos consigam relacionar-se com os outros, e consequentemente superando as dificuldades de relacionamento; 
Ofertar oficinas, palestras para trocas de ideias entre pais, alunos e professores, favorecendo assim uma ponte de ligação que dê a ambas as partes o reconhecimento de fatores importantes como valores, ética e respeito; 
Conscientizar nos alunos a necessidade e importância de uma relação harmoniosa entre professor-aluno na sala de aula;

1ª etapa
Para começar, levante com a equipe quais as principais situações de indisciplina na visão deles. Cada uma deverá classificar as situações em categorias e apresentá-las. Anote os resultados e guarde-os para retomá-los no fim da formação. O próximo passo é aproximá-los do significado de indisciplina. O que a distingue da violência, por exemplo? Para isso, além de consultar a bibliografia, use o mapa conceitual disponível no site para orientar a discussão dos seguintes pontos:
- A indisciplina escolar é um sintoma de que algo não vai bem. Se há conflitos, a falha está na relação e não nas pessoas.
- O comportamento indisciplinado é algo a ser alterado, mas isso só vai acontecer se as responsabilidades forem divididas entre todos. Não é mais possível dizer que "aqueles alunos do professor X são bagunceiros". Os alunos são de todos e deve haver parceria para transformar a situação. 
Pesquisa bibliográfica.
Bibliografia O Mapa do Problema Escolar: Quando a Cidadania Parece Não Ser Possível (Anais do XXII Encontro Nacional de Professores do Proepre - Educação e Cidadania), Luciene Tognetta

2ª etapa

Convidar os pais, equipe pedagogica, reunir com os alunos. Atraves do dialogo falar sobre o problema, juntamente com os mesmos tentar solucionar, de forma interativa dando oportunidade para expor suas opinioes. Convidar psicologo para palestra.

Dinâmica


- Aplicar dinâmica sobre violência. O tempo estimado para a dinâmica é de 5 minutos. Deve ser utilizado como material dois porretes feitos com jornal enrolado em forma de cassetetes. A dinâmica deve ter no mínimo 5 participantes.

Dois voluntários devem ter os rostos cobertos e devem receber um porrete de jornal. Depois devem iniciar uma briga de cegos, para ver quem acerta mais o outro no escuro. O restante do grupo apenas assiste. Assim que inicia a "briga", o coordenador faz sinal para o grupo não dizer nada e desamarra a venda dos olhos de um dos voluntários e deixa a briga continuar. Depois de tempo suficiente para que os resultados das duas situações sejam bem observados, o professor deve retirar a venda do outro voluntário e encerrar a experiência, abrindo um debate sobre o que se presenciou no contexto da sociedade atual

- Abrir debate sobre a cena presenciada na dinâmica e o contexto da indisciplina no meio escolar. Identificar junto com alunos os motivos que geram indisciplina na escola. Escutar os alunos, observar suas atitudes e estabelecer um diálogo para que a fim de proporcionar melhores relacionamentos em sala de aula. A reação dos alunos diante da dinâmica presenciada pode ocorrer de forma variada. Cabe ao professor induzir a reflexão de algumas posturas como: indiferença x indignação; aplaudir o agressor x posicionar-se para defender o indefeso; lavar as mãos x envolver-se e solidarizar-se com o oprimido, etc. Alguns questionamentos podem ajudar primeiro perguntar aos voluntários como se sentiram e o por quê. Depois dar a palavra aos demais participantes. Qual foi a postura do grupo? Para quem torceram? O que isso tem a ver com nossa realidade? Quais as cegueiras que enfrentamos hoje? O que significa ter os olhos vendados? Quem estabelece as regras do jogo da vida social, política e econômica hoje? Como podemos contribuir para tirar as vendas dos olhos daqueles que não enxergam?2ª etapa 
O foco da discussão se desloca para a origem da indisciplina. A idéia é discutir a prática da equipe escolar, as propostas didáticas, o domínio do professor sobre o conteúdo, sua postura frente ao aluno e sua ação em situações de conflito.
Bibliografia Estratégias de Intervenção nos Processos de Desenvolvimento Profissional e Pessoal Docentes (II Congresso Internacional do CIDInE: Novos Contextos de Formação, Pesquisa e Mediação), Ana Aragão e Idália Sá-Chaves


3ª etapa

Implementar assembléias em cada sala, trabalhar a redefinição do conceito de indisciplina, questões relacionadas a respeito e moral e a necessidade de trabalhar esses conteúdos. As quais os problemas tenham de ser debatidos. A idéia é ajudar no desenvolvimento moral de todos. Aprendam e passam a praticar outras formas de se relacionar e conviver com as diferenças no dia a dia.

4ª etapa 
Para seguir uma regra, é preciso entender sua razão de ser. Se não houver explicação que a justifique, a restrição pode e deve ser questionada. A idéia, nessa etapa, é analisar o regimento da escola. Os problemas têm mais a ver com as regras morais ou com as convencionais? Os princípios que fundamentam o projeto pedagógico devem ser discutidos. Como sugestão, tome como base a Declaração Universal dos Direitos do Homem. 
Exibição de filme sobre indisciplina (escolher um filme que melhor se adeque aos alunos)

Sugestão de Filmes:

Entre os Muros da Escola 
Classificação: 12 anos
Tempo: 128 minutos
História: Um filme francês que mostra a diferença cultural e social que gera incompreensão e atrito entre professores e alunos. Os muros da escola não são os únicos que revelam uma divisão e uma impenetrabilidade entre dois lados. Há também outros muros invisíveis que estão sugeridos no filme.


5ª etapa
Montar regras de convivencia e fixar na sala de aula. O docente juntamente com os alunos elaborar regras de convivencia, fixar na sala de aula. Exemplo: não joga papel na sala de aula; compromisso com os deveres escolare; organização da sala; respeito com colegas e professores...

6ª etapa
Trabalhar o estatuto e adolescente resumidamente, mostrando seus direitos e deveres.


3.7 Tempo para a realização do projeto
No mínimo um ano, com reuniões semanais no horário de trabalho coletivo. Os problemas não acabam depois desse período. O objetivo é que todos aprendam a lidar com eles. 

3.8 Recursos humanos e materiais

Humanos
Equipe Diretiva da Escola, Professores, funcionários, país e alunos. 

Materiais

Bibliografia pertinente à capacitação que será feita a indisciplina. Papel sulfite, lápis preto, borracha, canetas, lápis de cor, canetinhas, pincel atômico, papel pardo, cola, tesoura, papel para dobradura, fita adesiva.

3.9 Avaliação
A avaliação ocorrerá de forma sistemática visando o processo de formação humana dos educandos. Serão avaliadas questões como: Participação, interesse, colaboração e realização das atividades propostas.


4  Considerações finais

O tema abordado neste trabalho é muito amplo, porém conclui-se que se pode diminuir a indisciplina nas salas de aula e com isto melhorar as condições de aprendizado dos alunos, desde que tomadas algumas medidas em relação à escola e o meio sócio-familiar que o cerca. 
A escola deve oferecer ao aluno o desejo de aprender, isto coloca em movimento toda a sua organização, desde a sua direção até seus funcionários, também há necessidade de algumas mudanças na práxis do ensino, fazendo com que o professor interaja mais com seu aluno.
Há também uma necessidade da escola interagir com a família do aluno, tornando-se participativa em seu meio sócio-familiar, fazendo-se com isto, conhecida da escola as reais condições de seus alunos.   
A família do aluno que tem grande participação na indisciplina nas salas de aula, muitos pais são omissos em relação à escola, muitos são geradores de conflitos para seus filhos e muitos não ensinam a disciplina dentro de casa, fazendo com que este aluno leve para a sala de aula fatores determinante para a indisciplina.


REFERÊNCIAS

ARAGÃO, Ana. Projeto institucional: Repensar a indisciplina. Disponível em:
http://gestaoescolar.abril.com.br/aprendizagem/repensar-indisciplina-gestao-equipe-comportamento-respeito-autonomia-504350.shtml. Acesso em: outubro de 2013.

BEAUDOIN, Marie-Nathalie; TAYLOR, Maureen. Bullying e desrespeito: como acabar com essa cultura na escolar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

PARRAT-DAYAN, Silvia.   Como enfrentar a indisciplina na escola.   São Paulo: Contexto, 2008.

REGO, T. C. O papel dos educadores na disciplina escolar (Ensino Médio). Revista Pátio, v. XI, nº42, maio/julho, 2007.

RODRIGUES, Cacilda. Indisciplina! O que fazer? Disponível em: http://www.canalcolaborativo.com.br/. Acesso em outubro de 2013.


SOUZA, Inêz Maria Kwiecinski Teles de. A Indisciplina No Contexto Escolar: Intervenção Psicopedagógica. Disponível em: http://silvanapsicopedagoga.blogspot.com.br/2012/11/a-indisciplina-no-contexto-escolar.html. Acesso em: outubro de 2013.

TIBA, Içami. Disciplina: limite na medida certa. Novos paradigmas / Içami Tiba. – Ed. rev. atual. e ampl. – São Paulo : Integrare Editora, 2006.








quinta-feira, 15 de julho de 2010

TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS

TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS NA PRÁTICA ESCOLAR


Só aprende aquele que se apropria do aprendido transformando-o em apreendido, com o que pode por isso mesmo, reinventá-lo; aquele que é capaz de aplicar o aprendido-apreendido a situações existentes concretas “Paulo Freire.
As tendências pedagógicas originam-se de movimentos sociais e filosóficos, num dado momento histórico, que acabem por propiciar a união das práticas didático-pedagógicas, com os desejos e aspirações da sociedade de forma a favorecer o conhecimento, sem, contudo querer ser uma verdade única e absoluta. Seu conhecimento se reveste de especial importância para o professor que deseja construir sua prática.
É a partir desses conhecimentos que podemos propor mudanças que propiciem o desenvolvimento do fazer, representar e exprimir. Por isso, o professor deve estar a par das teorias e tendências pedagógicas ao problematizar suas questões do cotidiano e ao pensar sua prática, sem, contudo estar firmemente preso a uma delas. Deve, antes de tudo procurar o melhor de cada uma, seguindo uma aplicação cuidadosa que permita avaliar sua eficiência.
As teorias são importantes, mas cabe ao professor construir sua prática embasado nelas, elas são elementos norteadores e não "receitas" prontas. Vemos que na prática escolar os condicionantes sócio-políticos exercem forte ascendência sobre as tendências pedagógicas, que foram classificadas em:
Liberais - Marcou a Educação no Brasil nos últimos 50 anos, mostrando-se ora conservadora, ora renovada. A Pedagogia Liberal enfatiza: o preparo do indivíduo para o desempenho de papeis sociais, de acordo com as aptidões individuais; os indivíduos precisam aprender a adaptarem-se aos valores e á normas vigentes na sociedade de classes e, embora propague a idéia de igualdade de oportunidades, não leva em conta a desigualdade de condições.
Progressista - É uma tendência que parte da análise crítica das realidades sociais que sustentam as finalidades sócio-políticas da educação. A Pedagogia Progressista não tem como institucionalizar-se numa sociedade capitalista, por isso se constitui num instrumento de luta dos professores ao lado de outras práticas sociais. As intenções ou tendências pedagógicas são referências norteadoras da prática educativa, sendo que, os movimentos sócio-políticos e filosóficos exercem intensa influência sobre as tendências pedagógicas. Podemos classificá-las em: Pedagogia Liberal Tradicional, Tendência Liberal Renovadora Progressiva, Tendência Liberal Renovadora não-diretiva (Escola Nova), Tendência Liberal Tecnicista, Tendência Progressista Libertadora, Tendência progressista Libertária, Tendência Progressista "crítico social dos conteúdos ou "histórico-crítica".
Na Tendência Liberal Tradicional, o papel da Escola: Consiste na preparação intelectual e moral dos alunos, compromisso com a cultura, os menos capazes devem lutar para superar suas dificuldades e conquistar seu lugar junto aos mais capazes.
Na Tendência Renovada Progressista, o papel da Escola é: Ordenar as necessidades individuais do meio social. Experiências que devem satisfazer os interessem do aluno e as exigências sociais. Interação entre estruturas cognitivas do indivíduo e estruturas do ambiente.
Nesta Tendência Liberal Renovada não-Diretiva, o papel da Escola esta em: Formação de atitudes. Preocupações com problemas psicológicos. Clima favorável à mudança do indivíduo. Boa educação, boa terapia (Rogers).
Já a Tendência Liberal Tecnicista, o papel da Escola: Funciona como modeladora do comportamento humano, através de técnicas específicas, tal indivíduo que se integra na máquina social. A escola atual assim, no aperfeiçoamento da ordem social vigente.
Na Tendência Progressista Libertadora, o papel da Escola: Atuação não formal. Consciência da realidade para transformação social. Questionar a realidade. Educação crítica.
Na Tendência Progressista Libertária, o papel da Escola: Transformação na personalidade do aluno, modificações institucionais a partir dos níveis subalternos.
A tendência reprodutora pressupõe que a educação reproduz a sociedade e as ideologias vigentes. A escola é considerada como um ambiente discriminatório, ela imprime ideologias das classes dominantes e, em vez de democratizar, ela reproduz as diferenças sociais


CONCLUSÃO


A complexidade do tema “prática escolar” exige uma análise sobre o problema em toda sua amplitude, em toda sua contextualização sócio-histórica, uma vez que se visualiza a interação de variáveis conservadoras e contemporâneas. Ultimamente, o tema educação é chega aos confins da escola para passar a ser um assunto do debate em todos os setores, em particular no mundo da produção que na atualidade move os maiores recursos. Nossa escola tem uma tradição que conferencia um estilo a ela e um espírito particular que deve ser respeitado na melhor forma que puder, mas que se atualize das exigências do presente.


BIBLIOGRAFIA


http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=751
http://www.ufsm.br/lec/01_00/DelcioL&C3.htm
http://www.pedagogia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=74
 
©2007 '' Por Elke di Barros